Turbulência no Reino Unido e greve na Bélgica agravam a inquietação inflacionária dos mercados

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A perspetiva económica da Europa foi moldada por uma mistura de instabilidade política, agitação laboral e renovada pressão inflacionária global. A inflação crescente nos EUA, ligada a custos de energia mais altos, somou-se à sensação de fragilidade, enquanto os custos de empréstimo do Reino Unido subiram devido à incerteza sobre a liderança. Notícias corporativas e de cibersegurança completaram o quadro de confiança abalada nos mercados e instituições.

O sinal macroeconómico mais claro é que choques políticos e geopolíticos estão a alimentar diretamente as expectativas de inflação e a precificação dos mercados. Um salto na inflação dos EUA para 3,8%, impulsionado pelos custos de energia ligados à guerra no Irão, reforçou a preocupação de que choques externos ainda são capazes de apertar as condições financeiras muito além das fronteiras americanas.

Na Europa, essa pressão ecoou no Reino Unido, onde os custos de empréstimo subiram à medida que a incerteza sobre o futuro do primeiro-ministro inquietava os investidores. Rendimentos mais elevados dos títulos do governo britânico (gilts) apontam para um sentimento de mercado mais cauteloso, num momento em que a credibilidade fiscal e a estabilidade política permanecem intimamente ligadas.

No continente, dezenas de milhares de pessoas marcharam em Bruxelas durante uma greve nacional belga contra as reformas fiscais do governo. A dimensão do protesto sublinha quão difícil pode ser a consolidação orç

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