A principal conclusão para a Europa é que a renovada tensão geopolítica em torno do Irão recoloca a energia no centro das preocupações sobre inflação e crescimento. As flutuações dos preços do petróleo, especialmente antes do prazo imposto por Donald Trump ao Irão, demonstram a rapidez com que choques externos podem apertar as condições financeiras para economias dependentes de importações.
Essa pressão já é visível no setor da aviação, com companhias aéreas a reduzir voos e aumentar tarifas devido à escalada dos custos do combustível de aviação, impulsionada pelo conflito no Irão. Para os consumidores europeus, isso significa viagens mais caras e mais um canal pelo qual os preços mais altos da energia podem repercutir na inflação dos serviços.
No Reino Unido, o teto de 6% nas taxas de juro dos empréstimos estudantis (Plano 2 e pós-graduação) em Inglaterra oferece alguma proteção aos mutuários face ao aumento dos riscos de inflação