O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, ofereceu um cronograma mais claro para uma possível flexibilização da política monetária, indicando que um corte nas taxas de juros poderia estar “sobre a mesa” já em setembro. Acalmou ainda as preocupações com a inflação, afirmando que o mercado de trabalho não é actualmente uma fonte significativa de pressão sobre os preços.
Esta postura pacífica do chefe do Fed alinha-se com os recentes dados económicos dos EUA que mostram uma força contínua, embora desigual. O índice industrial final do S&P dos EUA para fevereiro foi revisado para cima, para 52,2, superando as estimativas iniciais e indicando uma expansão sólida no setor.
Do outro lado do Atlântico, os sinais económicos vindos da Alemanha apresentavam um quadro mais complexo. Embora o seu PMI rápido para o setor industrial tenha subido para 43,2, o máximo em quatro meses, sugerindo alguma melhoria, permanece firmemente em território de contração.
Por outro lado, o PMI flash de serviços da Alemanha caiu para 49,4, o mínimo de nove meses, entrando em contração e destacando a fraqueza persistente na maior economia da zona euro. Este desempenho misto sublinha os desafios atuais para o crescimento europeu.
Neste contexto de desempenho económico e expectativas políticas divergentes, o dólar norte-americano fortaleceu-se, saltando 0,5% em relação ao franco suíço, para 0,8890. Esta apreciação provavelmente reflecte tanto a relativa resiliência da economia dos EUA como a antecipação de futuras medidas políticas da Fed em comparação com outras grandes economias.
Esta evolução sugere uma Reserva Federal cada vez mais confiante na sua capacidade de aliviar a política sem reacender a inflação, apoiada por um sector industrial interno robusto. Para os mercados, a perspectiva de um corte nas taxas em Setembro poderá proporcionar um impulso, enquanto a força do dólar reflecte a divergência em curso na saúde económica global e nas trajectórias da política monetária.